Sinto-me no limiar de qualquer coisa assustadoramente
extraordinária entre o dragão e a espada, entre a vida e a morte... Por um instante
hesito como se quisesse prender o oxigênio a todo custo na intenção de
preservar a vida, ou melhor, o estranho prazer do momento.
Mais do que medo: Terror! Um abismo se descortina diante de
meus olhos fazendo sentir minha alma como que devorada. Sinto-me atraída.
Horripilantemente atraída pela força descomunal do desconhecido. Meu antigo eu
hurra de dor, me chantageia de formas inimagináveis e apela para todos os jogos
baixos. Perscruta meus mais enterrados e inaudíveis traumas na tentativa de
convencer-me a ficar. Mas, eu simplesmente não posso mais continuar lhe dando
ouvidos.
Pedaços meus tentam se agarrar em montes de areia e em
correntes de vento. Sem sucesso tentam segurar velhas memórias e ultrapassados
hábitos. Não é possível continuar mais nesse mesmo lugar. Não é possível
manter-me alheia ao medo tampouco resistir a ele.
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