Eu saí da casa de meu Pai, o Rei
dos Reis de todo o Universo, porque queria experimentar algo novo. Estava
achando chato viver de maneira receptiva infinitamente.
Certo dia, não sei se por rebeldia
ou necessidade, resolvi que queria ser como ELE: Ativa, Doadora, Rainha das
Rainhas do Universo, minha própria Senhora, Causa de mim mesma.
Assim, eu fugi.
Com minha fuga repentina, houve uma
grande explosão...
Depois desta explosão surgiu um
soldado atrás de mim, com a missão de me levar de volta pra casa. Um ser maluco,
bravo e feio que só provocava desastres por onde passava. Seu objetivo era
fazer de minha aventura um pesadelo para que eu logo desistisse de minha ideia
de fingir que não era filha de quem eu era...
Resumindo: Só queria acabar com a
minha festa! O digno estraga prazeres...
Nem preciso dizer que eu ODIAVA o
tal soldado. O que eu mais queria era vê-lo bem longe de mim. Nos momentos em
que eu conseguia despistá-lo (ou pensava que conseguia) minha aventura era
alegre, fácil e divertida. Mas era só ele se aproximar, que tudo se tornava um
Caos. Terror, destruição e sofrimento eram os seus "sobrenomes".
Minha aventura se parecia mais como
uma fuga constante, pois, tudo o que me fazia feliz era temporário. Nada que eu
pudesse experimentar durava. No reino de Papai as coisas não eram assim. A
felicidade e o êxtase eram eternos, e a plenitude infinita...
Foram muitos os lugares pelos quais
passei. Foram muitas as experiências que tive enquanto fugia do soldado
caótico. E depois de muito tempo fugindo percebi algo amedrontador.
Eu percebi que gostava do soldado.
E que eu fugia para que ele continuasse atrás de mim, pois tinha medo de parar,
de ter de encará-lo e ainda correr o risco de ele me dizer Face a Face que não
sentia o mesmo que eu.
Eu não tinha medo de voltar pra
casa. Não tinha medo de Papai. Meu medo maior era de ser abandonada pelo
Soldado, pois eu o amava, e sem ele por perto temia perder minha própria
identidade.
Quando ele bagunçava tudo ao meu
redor, eu me sentia importante. Na verdade, isso me lembrava de minha linhagem
Real.
Enquanto houvesse alguém destruindo
meus teatros, eu continuaria me lembrando de minha "onipotência".
Enquanto houvesse alguém obstruindo meus caminhos, eu me lembraria que era para
que eu me voltasse para o único caminho possível de realização. Mas se eu
parasse, ele também pararia e eu poderia me esquecer de tudo isso.
Portanto, minha estratégia era
fugir o mais longe que pudesse, para manter acesa a chama da lembrança em meu
inconsciente. E para isso, era preciso que a tal sentinela estivesse sempre
atrás de mim, como uma sombra, destruindo tudo o que eu ACHAVA que havia
construído neste mundo de ilusões.
Mas num dado momento eu cansei de
correr. Enchi-me de coragem e parei. O Soldado se aproximou de mim e olhou-me
com horrenda expressão. Achei que fosse me devorar. Ele gritou. Céus e terras
se abriram. Achei que quisesse me aniquilar.
Mas antes que ele o fizesse eu
abracei-o e disse que o amava.
Depois de um longo silêncio e de um
abraço terno
Ele me disse:
- Você é o motivo de minha
existência. Sem ti, nada Sou. Eu te amo!
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A sombra só existe porque você
fugiu.
O caos só existe porque
"Você" existe.
Abrace a sombra, ame-a. Ela não
quer te destruir, ela só quer o seu amor...
A sentinela não existe separada do
EU. Esse mesmo EU a criou.
Não se destrói a sombra, sem se
destruir o EU. Mas, destruição, separação e não aceitação foi exatamente o que
gerou este conflito.
O amor e a aceitação permitirão que
esse "VOCÊ" que foi gerado no momento da grande explosão, volte pra
Casa...pra União...pro Pai...Pra Deus...
Você pode esperar bilhões de anos
ou...

3 comentários:
Um super texto! Dos bons!!!
Emocionannnnnnnnnnnnnnnnnnnte Sun fairy.... vc me encanta com suas histórias que contam verdades....
beijos no seu doce coração... love you!
Andréa Luisa.... Sininho... rs
Muito bom! Parabéns! Bjusss
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