Será
que realmente sabemos onde terminam as fronteiras que nos separam das outras
pessoas, ou será que temos medo de sermos rejeitados se colocarmos muros com
placas PARE, PROIBIDO ESTACIONAR, PARAR e
etc...?
Observo muitas
pessoas se doando sem limites de forma que isso passa a prejudicá-las das
formas mais variadas, enquanto por outro lado, pessoas completamente
insensíveis e egoístas desfilam como se no mundo e as pessoas nada tivessem em
comum com elas.
Creio que um limite
saudável começa com autorespeito adoçado com suaves gotas de coragem e autoconfiança e misturado com uma boa dose de compaixão.
O autorespeito tem
que ser a chave mestra, pois sem ele não conquistamos o respeito alheio e
também passamos a desconhecer o limite do outro podendo assim desrespeitá-lo. A
coragem e a autoconfiança tem que vir logo em seguida para manterem nossos
limites bem firmados mesmo quando os outros nos repreenderem, nos apontarem, ou
traduzindo: quando não fizermos o que eles querem que façamos; e por fim a
compaixão para compreender a limitação alheia, e saber quando devemos parar e
aguardar e quando devemos baixar a nossa própria cerca para abrigar alguém em
nossas terras.
Muitas pessoas
reclamam que os outros não lhe dão o respeito devido, que fulano e cicrano
abusam de sua "bondade", que não sabem quando parar, que invadem sua
privacidade, que isso e que aquilo. Mas, neste caso observo sempre que o
reclamante raras vezes deixou explícito onde começavam e terminavam os limites
de suas terras.
Existe uma linha
bem sensível que separa o auxílio da exploração, e é por isso que é preciso
deixar claro até onde as pessoas podem ir com você.
Muitas vezes pecamos por sermos "legais" demais e
acabamos repetidas vezes inseridos nas mesmas histórias de abusos.
Quando você prestar
um auxílio, que ele seja desapegado. Quando você abrir as porteiras de sua
fazenda, que você explique bem as regras que ali imperam. Que você saiba
respeitar os outros, mas que nunca perca o autorespeito.
As vezes para não
parecermos egoístas acabamos fazendo uma série de concessões, mas a verdade é
que admiramos pessoas que nos mostram seus limites. Não se faça de tapete para
os outros pisarem, e também não se endureça para o mundo construindo uma fortaleza
de titânio para impedir a aproximação das pessoas.
Dê uma boa olhada
dentro do território do seu Ser e pergunte-se com mais frequência por que você
está fazendo o que está fazendo. Assim, você obterá respostas que lhe farão
conhecer melhor os seus limites, e conhecendo melhor os seus limites ficará
muito mais simples aplicá-los e obter o respeito tão almejado transformando
assim relações desequilibradas em relações saudáveis!
Visualize artigo originalmente publicado no Site Somos todos um

2 comentários:
me indentifiquei muito com esse texto.
obrigada.
Eu que agradeço Ana, por ter manifestado sua opinião. Seja sempre muito bem-vinda por aqui!
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