Memórias de ninguém


Sinto falta da insensatez que foi da genialidade que é, e dos altos e baixos que vem e vão, mas não são...

Sinto falta do tempo que bateu tic-tac no passado e do tempo presente que bate em silêncio sonoro, mas que é ilusório...

Sinto falta do que nem sei, do que nem sou, mas mesmo assim sinto...

Não sei se sentir é uma realidade ou se minto para me entreter.
Só sei que me falta um pouco de tudo que foi; de tudo que é, e tudo que virá a ser um dia...

Sou tão vasta que me perco, não sei onde começo nem acabo, não sei se tenho um fim.
Ai que falta eu sinto de mim!



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