Deserto


Corpo descoberto, pedaços de madeira tortos
Eu ando no deserto E todos estão mortos...

Pés descalços, braços abertos
olhar que observa o pensamento amorfo

Arco e flexa, alvo incerto
à procura de água nos imaginários portos

Euforia e desespero
Solitude e libertação
Do navio sou marinheiro
Da aeronave capitão

Meu guarda-roupa não está mais cheio
Me despi por opção
O que existe Agora é o mundo inteiro
Vivo em meu coração...


F. Luongo

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