Como se fosse a primeira vez...

As crianças brincam, amam, choram, falam, 
agem...como se fosse a primeira vez.

As crianças te olham e abraçam como se você fosse a pessoa mais importante pra elas, e no instante seguinte, se algo chamar sua atenção, ela muda. 

Zézinho-adulto acredita que aquele Amor não pode ser verdadeiro, pois como poderia mudar tão rápido o foco? Como poderia trocar aquele momento por um brinquedo qualquer?
É o Zézinho-adulto queria na verdade que a criança fosse mentirosa, fosse metade-criança, e não criança TOTAL. O que se incomodou com a falta de atenção súbita foi o tal do EGO, aquele que o Zézinho é tão apegado.

A criança esvaziou. Algo lhe chamou a atenção...e ela foi total naquela direção. Quando ela abraçou Zézinho-adulto, também foi Total. Isso é Amor!!! Mas ele não reconheceu, pois, o amor da criança é INCONDICIONAL.

Para a criança não existem condições, nem razões, existe apenas o que É. E o que é se apresenta no AGORA. E ela não questiona. Com olhos brilhantes se entrega...não há medo...não existe amanhã...não há preocupação...não há uma meta. Existe só o momento...e ele não é igual. E como poderia sê-lo?

A criança volta a abraçar Zézinho-adulto, mas não com os mesmos olhos...nem com os mesmos braços, e muito menos com aquele brinquedo que outrora desviara sua atenção do Ego-Zé. Ele veio vazia...sem ontem...sem apego ao que já foi...Ela veio Totalmente, Verdadeira, Inocente; como se fosse a primeira vez....

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