"...Que significam bens que nos
pervertem e que nunca possuímos, porque sempre devemos perdê-los ou deixá-los
para outros? Para que servem se não forem para as nossas mãos instrumentos da
sabedoria? Para aumentar as necessidades da vida animal, para nos embrutecer na
saciedade e no desgosto! Será este o fim da existência? Será o ideal positivo
da vida? Não é, pelo contrário, o ideal mais falso e mais depravado? Empregar a
alma para engordar o corpo, já é grande loucura; porém, matar sua alma e seu
corpo para deixar, um dia, uma grande fortuna para um jovem idiota que lançará
às mãos cheias no regaço banal da primeira cortesã que se apresenta, não é o
cúmulo da demência? E eis aí o que fazem os homens sérios que tratam os
filósofos e poetas sonhadores."
ELIPHAS LEVI
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