O poder da web é inegável. Através
dele barreiras como tempo e distância foram banidos para sempre de nossas
vidas. Hoje podemos acessar qualquer tipo de informação numa velocidade
impressionante, podemos nos reunir com pessoas de diversas partes do mundo (numa
vídeo conferência ou numa janela de bate-papo) como se todos estivessem na
mesma sala de estar, podemos pagar contas e fazer compras sem a necessidade de
sair de casa, e acompanhamos a vida e atividade das pessoas como se todos nós
estivéssemos participando de um reality show através das mídias sociais como o
Twitter, Facebook, Linkedin, Myspace bastando apenas um clique com os dedos
para fazer a magia acontecer.
Vivemos mais tempo no mundo virtual
do que no mundo real. E esta dependência já virou patologia psiquiátrica em
alguns países.
A internet aproxima os que estão distantes e distancia os que estão próximos, basta olhar ao redor para constatar! Observe um grupo de amigos numa mesa de jantar. Perceba o tempo investido em uma conversa real e o tempo dedicado aos seus iphones, blackberrys, e androids… Estamos vivendo muito mais online do que offline.
A internet aproxima os que estão distantes e distancia os que estão próximos, basta olhar ao redor para constatar! Observe um grupo de amigos numa mesa de jantar. Perceba o tempo investido em uma conversa real e o tempo dedicado aos seus iphones, blackberrys, e androids… Estamos vivendo muito mais online do que offline.
Pessoas não ligam mais para saber
como estamos ou para tratar de assuntos profissionais. Tudo é resolvido através
de whatsapp, sms, e-mail ou skype. Escrever à mão? Coisa pré-histórica.
Comunicação por voz? Cada vez menos frequente.
Como saber interpretar uma entonação
diferente, uma linguagem corporal estando tão focado no virtual? Como segurar a
onda da exposição ao vivo quando o limite da tela é tão mais confortável? Ali
podemos nos esconder muito facilmente. Podemos encobrir nossas verdadeiras
emoções, podemos criar uma autoimagem completamente diferente, elevar nossa
estima, criar uma fantasia, um avatar em jogos como Second Life por exemplo, e
nos alimentarmos das mais variadas ilusões. Por isso, hoje em dia, muitas
pessoas evitam o contato real, o físico em si. Fogem das relações
interpessoais, pois elas já venderam uma imagem falsa de si próprias e
tem medo de expor seu verdadeiro eu. Como sustentar a mentira olhando nos
olhos de outro alguém? Ali as mascaram caem.
Como se desenvolverão nossas
crianças? Será que elas desenvolverão uma inteligência emocional? Ou serão
indivíduos isolados, egoístas e fóbicos sociais?
Antes era preciso ser um Alexandre,
um Faraó para ser lembrado. Hoje basta que você publique qualquer coisa na
internet que lá ficará para sempre e nem será preciso um grande trabalho de
arqueólogos para encontrar resquícios de seus feitos, pois, sua vida inteira
está online. Suas transações bancárias, os lugares que você frequenta, as
atividades que realiza, os amigos que te acompanham, seus momentos de
felicidade e tristeza, enfim, tudo desde o seu nascimento no mundo virtual.
Óbvio que todo salto evolutivo tem
seus prós e contras e é preciso saber equilibrar estes valores para que não
passemos da linha saudável e adentremos o espaço da patologia ou transtorno
(como é considerada no Brasil).
A internet facilitou as nossas vidas?
Claro que sim. Mas ela também acabou com casamentos, alimentou compulsões,
obsessões e transtornos, prejudicou a saúde (problemas de vista e coluna),
desvirtuou sujeitos de seu caminho, alienou as pessoas, e confundiu mentes com
o excesso de opções e informações. Por isso, é preciso que fiquemos atentos
para não sermos engolidos pela web. Que ela seja apenas um meio para expressão,
uma ferramenta de trabalho, mas que ela não seja a própria vida, que ela não
tolha nossa capacidade de admirar a voz aveludada da esposa, o nascer e o pôr
do sol, os preciosos carinhos e risadas de nossos filhos e as agradáveis noites
de papos extraordinários na cafeteria com nossos amigos.
Viver online tem seus benefícios, mas
viver offline tem muito mais. Saiba apertar o botão desliga, e se por acaso
você não conseguir desconectar saiba que são grandes as chances de você ser um
dependente virtual (segundo estudos a dependência virtual está sendo equiparada
ao alcoolismo), portanto procure ajuda e Log Out!
Fernanda
Luongo ficou offline...

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