Aviso aos navegantes


“Senta...
Apenas abra os braços teus e receba minha vulnerabilidade;
Não quero palavras, quero presença,
Não quero atitude, quero passividade.

Escuta...
Não te envolvas com os ruídos sonoros, com tagarelices mentais;
Não quero fragmentos, quero fusão,
Não quero a mente tua, quero antes teu coração.

Fala...
Diz-me tudo com a profundidade de teu olhar;
Não quero fórmulas prontas, quero o imprevisível,
Quero o surpreendente, quero o inverossímil.

Desapega...
Perde-te de ti mesmo nas avenidas do meu Ser;
Não quero um roteirista, quero um desbravador,
Que viaja sem mapas nem guias, puro instinto, transbordante de Amor...”


F. Luongo



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