Com os braços abertos percebo o sagrado
Não há ninguém nesta praia
Mas também não há como dizer que estou
só
Rodopio dou voltas na barra da saia
No ar com mil voltas faço nó
Mas como posso dar nó no vento?
Como posso andar em círculos se estou no
centro?
O que anda não sou Eu
O nó não é meu...
Caminho na areia passos que não São
Giro, pulo, alto e baixo para onde não
há solução
Pra quê continuar?
Deixo de caminhar...
Eu sou a areia
Estou na figueira
Naquela noite cheia
Neste belo luar....
F. Luongo

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