De leste a oeste,
de norte a sul
Pelos sete mares
navega
Molha, seca e esfrega
Sacode o zuriguidum
Pega o carro e trafega
Pela noite cega a procura de algum
Vira bem na esquina
Observa a bela colina
e chora por aquela menina que vem de
lugar nenhum
Volta pra casa afobado
Percebe que está atolado
Trançado e atordoado como bebum
Olha pra aquela lixeira
Pra bagunça traiçoeira
De sua vida inteira como um Atum
Se joga como saco na cama
pés de lama da trilha insana
disco riscado de uma noite comum...
F. Luongo

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