Ele veio...


Ele veio...
seguindo as pegadas do vento em minha direção
Eu fui...
seguindo as labaredas de fogo que chamuscavam em minha vastidão
Ele disse...
Que me sentia em cada esquina, em todo quarteirão
Eu ouvi...
Um ruído-guia sem sentido e sem direção

Olhares cruzados...
Completamente focados
Caminhos ligados
Absolutamente atrelados...

Tudo foi dito, sem interpretação
No silêncio bendito se deu a comunicação

Corrida insana, 
tola e profana
Manifestação

Não havia “quereres” 
"Poderes"
"Seres"
Só movimentação

Dois corpos unidos
Assim mesmo, despidos
De qualquer indagação...

Uma alma completa
Assim mesmo, desperta
Em cósmica combustão

Nos amamos enfim
Dois humanos assim
Com um só coração...

F.Luongo

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