Deitada na tumba


Deitada na tumba de Akhenaton
Sonho acordada, imagens sem som
O beijo da múmia borra o batom
Desperto e levanto envolvida em chiffon;

Flutuo até o portal que reluz
A sombra acompanha, carregando sua cruz
Majestosa construção que seduz
Quéops, pirâmide divina! Canal da Luz!

A esfinge espreita com olhar questionador
O deserto reflete a vastidão interior
Humildemente me entrego ao Eu Superior
Último passo antes de adentrar o espaço do Amor... 

F. Luongo

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