"A
morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro
de nós enquanto vivemos"
citação de Norman Cousins
É realmente muito
triste quando morre uma flor em nosso jardim, ainda mais se aquela flor tivesse
um significado e importância profundos pra nós. Mas, é por vezes mais triste,
quando nosso abatimento pela perda daquela flor refletir em descuido com todas
as outras flores que ainda estão exuberantes em nosso quintal.
Muitas vezes quando
perdemos algo ou alguém, quando nossas expectativas são frustradas, quando
sentimos que fracassamos em nosso propósito, passamos a acreditar que a vida
terminou, e optamos por continuar apenas sobrevivendo. Nossa postura muda e decai,
nossa pele empalidece, nosso coração enrijece, e passamos a ver a nós mesmos
como vegetais ou zumbis ambulantes que aguardam ansiosamente pelo encerramento
do contrato de experiências na Terra.
Quando a tristeza
começa a te consumir, quando seu mundo passa a ser sempre acinzentado, quando
sua esperança esvai-se por entre os dedos, isso significa que a morte chegou. E
realmente, não há nada mais terrível do que ser morto em vida. Não há nada mais
triste do que olhar as tantas outras flores exóticas que ainda habitam o teu
jardim, e os outros tantos botões promissores que ainda estão a nascer sem um
pingo de entusiasmo.
Morrer significa
que uma fase terminou e outra nova se iniciará. A morte física significa a
transição de um estado para o outro, não significa o fim. O que acontece é
que muitas vezes temos uma dificuldade absurda em aceitar que algo ou alguém
mudou de estado, e que não voltará mais a ser como era. Temos dificuldade em
aceitar as transições da vida e com isso temos a sensação de que estamos
enterrados num terreno baldio e à parte do mundo.
Como bem sabemos
aquilo que acreditamos passa a ser uma realidade para nós, portanto, não
importa se nossos corações continuam batendo e se o sangue permanece em
constante movimento em nosso corpo, se acreditamos que estamos mortos: estamos
mesmo mortos!
Dê uma boa olhada
em sua vida, e pergunte- se:
- Estou vivo ou morto?
-Estou
vivendo ou sobrevivendo?
Será que você parou
no tempo e está apenas esperando a morte chegar? Será que você desistiu de
cuidar do jardim em função da morte de apenas uma única flor?
Se assim for, será
que não está na hora de olhar ao seu redor e perceber a beleza e a vida que ainda
pulsa, vibra e colore sua paisagem interior?
Nem tudo está
perdido. Muitos céus e terras, e muitas estradas ricas em aventuras e
aprendizado te esperam ali na esquina.
Um mundo de
possibilidades está bem diante de seus olhos, onde a felicidade, a alegria, a
beleza e a esperança ainda imperam como senhoras soberanas.
Basta acordar do
sonho e abrir os olhos. Quando você fizer isso, perceberá que as flores que
antes desabrochavam com elegância e confiança, agora estão murchando inseguras
de seu futuro...
Você parou de
dar-lhes o cuidado necessário, e agora elas é que estão a morrer. Você poderia
se achar sem valor e utilidade, mas garanto que se realmente estiver disposto a
perscrutar o território ao seu redor, verá que sem você a existência não é mais
a mesma. Nada neste mundo vive isoladamente, existe uma interdependência que
conecta todas as coisas, de modo que se você desistir, afetará tudo e todos que
estão ao seu redor.
Não deixe que a
vida morra dentro de você!
Faça uma boa
análise, medite profundamente e remova as ervas daninhas de teu quintal, afinal
de contas o jardim precisa de você para florir...e existem muito mais motivos
para viver antes da verdadeira mudança de estado chegar.
A morte é uma
passagem inevitável, mas a vida é um PRESENTE inestimável...
Visualize artigo originalmente publicado no site Somos Todos Um
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