E agora? E se?

E agora? E se?

Senhorita “M” andava sempre preocupada em tomar a decisão mais acertada, trilhar o caminho mais adequado, dizer a palavra mais apropriada, fazer a escolha perfeita... E, sempre que se deparava com uma situação nova, se perguntava:

- E agora? Que devo fazer?

Obviamente que se ela perguntasse a quem quer que fosse, mesmo assim não daria ouvidos, pois outra pergunta ecoava em sua mente logo após a pessoa manifestar sua opinião:

- E se...?

Senhorita “M” achava que passear por aquelas questões, mesmo que por longos períodos, era a única forma de se certificar de fazer a escolha CERTA.

Mas acontece que, ao fazer uma releitura de sua vida, senhorita “M” percebeu que várias de suas escolhas “certas”, lhe pareceram um pouco “erradas”, e que muito tempo fora perdido em cima do muro, e muitas oportunidades foram desperdiçadas. Tempo este, que lhe tolheu das mais inusitadas experiências

O medo de errar era pesado demais para ela carregar, então ela optava por: “E agora?” “E se?”. Dessa maneira a semente estava plantada para a estagnação e a insatisfação...

Porém, num dado momento ela percebeu que seus padrões de certo e errado não eram conceitos ligados ao seu íntimo e sim às máscaras que ela usava socialmente. Como ela nunca se via sozinha, não apenas fisicamente, mas com trocentos auto falantes em sua cabeça – vindo das mais variadas figuras que faziam parte de sua vida – as decisões eram tomadas sempre em "conjunto" e quase nunca partiam dela própria.

Então quando ela se viu só, livre de quaisquer dedos punitivos, ela percebeu que ficou muito mais fácil e simples escolher. E que suas escolhas, sempre seriam certas. Certas e adequadas para o momento.

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Escolha. Decida. Não perca tempo...ontem e amanhã não estão aqui agora. Só existe o tempo presente. E não há ninguém aí, exceto você. Ninguém irá carregar suas responsabilidades, nem pagará suas dívidas. Assim como, ninguém viverá sua alegria por você. Escolha Agora. Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Mas, existe um preço a ser pago. Talvez esse seja o motivo pelo qual você é impedido de decidir com base em sua própria voz interior. O preço do julgamento externo, o preço de ser tido como um estranho no ninho, um peixe fora d’água. Você baseia seus conceitos de certo e errado de acordo com o nível de aprovação que você crê ser necessário para ser inserido num determinado contexto social. Mas isto é uma grande fachada, um grande baile de máscaras, onde a cada dança, a cada passo, o superbonder fica mais forte. Se você tirar a máscara poderá ser condenado pelos personagens que bailam no salão, e poderá ter que se deparar com uma dança solo...O preço para a liberdade é a verdade.
E só existe um tempo para se libertar: AGORA!
Escolha...

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