Eu aprendi a ser forte...


Eu aprendi a ser forte.
Eu aprendi a não chorar.
Eu aprendi a contar apenas com minhas próprias pernas, como minhas próprias mãos, minhas próprias ideias, minhas próprias convicções.
Eu aprendi a contar apenas comigo mesma, e ninguém mais.

Muitos dependiam de mim, como se eu fosse o eixo que segurava os dois opostos, a fundação básica da construção de um prédio.
Se eu resolvesse romper, tudo ruiria.
Eu aprendi a sustentar, a segurar, a conduzir, a controlar, a direcionar. E isso me afastou muito de meus mais intrínsecos sentimentos.
Depois de algum tempo; acostumados com o pilar, com o eixo sustentador; o prédio, os opostos, os que eram sustentados por mim, achavam que se sustentavam a si mesmos.
Assim, me ignoraram.
Eu poderia pensar: “Tolos, como pensam que sustentam a si mesmos?” e rir de tal situação absurda, mas não consegui conter a emoção...
O sentimento veio...
Uma indignação. Raiva. Tristeza... Eu queria ser RECONHECIDA!
.
.
.
Eu aprendi a ser forte.
Eu aprendi a não chorar.
Mas envolta em toda aquela emoção inusitada, descontroladamente rompi com todas as estruturas.
Acabei com tudo.
Sem minha sustentação nada podia existir.
Destruição...
Tudo se desfez, mas eu continuei, pois aprendi a ser forte. Aprendi a não lamentar e seguir em frente.
Eles não. Eram todos dependentes.
Fiquei só.
Nesta condição eu chorei, e acessei minha emoção.
Quando me dei conta, estava voando...meus pés não estavam mais no chão...e eu não havia feito nada para isso acontecer...não dependeu de minha vontade ou ação!
Eu aprendi a ser forte, mas percebi que existia um mais forte que Eu.
Eu sustentava a muitos, mas eis que acima de mim ainda existia outra força...uma força motriz, uma força incomparável, de energia infinitamente poderosa.
Percebi então, que esta força queria de mim o mesmo que eu queria dos outros: Ser Reconhecida.
Como pude estar cega para esta verdade?
Eu pensava que era independente, pois diante da realidade que se apresentava todos os dias, eu constatava que não precisava de nada que eu mesma não pudesse prover, mas por fim acabei concluindo que não era exatamente assim.
Eu era tão dependente quanto os outros...
Ajoelhei-me. E do Reconhecimento surgiu à humildade...
Eu aprendi a ser forte um dia, e para isso reprimi minhas emoções e controlei o mundo ao meu redor...
Agora aprendi a confiar, e para isso tive que abrir meu coração e entregar a chave para “alguém” mais forte do que Eu...
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Onde está a verdadeira força que te move?

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